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Desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes

Nessa entrevista a GB Santa Rosa, em Niterói foi conversar com a Dra Sandra Sasaki para saber um pouco mais sobre o desenvolvimento emocional de crianças e de adolescentes. Procuramos saber ainda como o Jiu-jitsu pode contribuir durante esse período.

Nós acreditamos no Jiu-jitsu como ferramenta de desenvolvimento pessoal e mais do que a defesa pessoal e as competições acreditamos na sua contribuição para fortalecimento do espírito de família e na qualidade de vida.

A GB Santa Rosa, em Niterói, oferece os programas GB Kids e Juniores e nos preocupamos com o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes, mas principalmente com seu desenvolvimento emocional.

Sobre o desenvolvimento emocional de crianças e como o Jiu-jitsu pode contribuir

Jiu-jitsu infantil

GB Santa Rosa: É muito claro o benefício da pratica de atividade física para a saúde, como a melhoria das taxas de colesterol e glicemia. Mas e em relação aos benefícios emocionais, quais seriam os maiores ganhos?

Dra Sandra Sasaki: Creio que um dos maiores benefícios das atividades físicas no campo das emoções é o auto conhecimento. Quanto mais a pessoa conhece suas fragilidades e potenciais, mais possibilidade elas têm de transformar suas vidas.

GB Santa Rosa: Muitos dos pais que nos procuram estão preocupados com o desenvolvimento da auto-confiança, disciplina, foco e respeito. Como uma arte marcial pode contribuir para o desenvolvimento emocional das crianças e adolescentes?

Dra Sandra Sasaki: A infância é a fase mais importante do desenvolvimento humano. É nessa fase que iniciamos a construção do caráter, e todo o desenvolvimento de valores e princípios essenciais para construirmos a nossa vida em busca da autorrealização. A arte marcial não ensina só atividades físicas. Ela geralmente é regida por princípios da sabedoria oriental. Muito da filosofia oriental é baseada na natureza. Foi observando a natureza que os grandes mestres desenvolveram técnicas e condutas para lidar com seus inimigos e com os dilemas existenciais.

A criança que entra em contato com esses princípios aprende a respeitar a natureza, e usar seus recursos internos para lidar com os desafios da vida.

GB Santa Rosa: Mesmo as crianças com uma personalidade mais agressiva poderiam se beneficiar com a prática de uma arte marcial e melhorar o seu convívio social?

Dra Sandra Sasaki: Sim. Crianças agressivas não nascem agressivas. A agressividade é um sintoma. Crianças pequenas não sabem nomear seus sentimentos com clareza, então muitas vezes elas reagem a essa dor emocional expressando agressivamente as angústias que estão sentindo. Identificar onde está essa ferida nem sempre é um trabalho fácil. É necessário muitas vezes procurar um profissional especializado.

Jiu-jitsu infantil

As artes marciais em paralelo a um acompanhamento especializado podem ajudar a criança agressiva a canalizar essa força de uma forma mais construtiva. A criança pode aprender a respeitar seus adversários e a lidar melhor com esses sentimentos.
Conheça o programa GB Kids

Sobre os conflitos da adolescência e como o Jiu-jitsu pode ser uma ferramenta que auxilie na transição para a vida adulta

GB Santa Rosa: A adolescência é uma fase da vida que pode ser bastante complicada para alguns. Como a prática de uma atividade física, em particular uma arte marcial como o jiu-jitsu, pode ajudar nessa transição para a fase adulta?

Dra Sandra Sasaki: A adolescência é realmente uma fase de transição. O adolescente sente a necessidade de rever seus valores, sua família, seus amigos, sua vida, questionando o mundo que o cerca. É um mergulho em si mesmo, por isso muitas vezes ele se isola, ou se une a amigos semelhantes. A busca pela identidade é um dos principais objetivos nessa fase.

Pelo que sei, o jiu jitsu é uma das mais belas artes marciais, que se baseia justamente numa interação sem armas, na força da estratégia, na inteligência emocional. Usar a força do outro com sabedoria faz a pessoa tomar consciência de que pode lidar com os grandes problemas da vida usando estrategicamente seu próprio ser. A consciência de si mesmo é essencial nesse processo. Você se dá conta que pode vencer um adversário mesmo tendo metade do tamanho físico dele. A pessoa sente a necessidade de estabelecer um diálogo interno consigo mesma.

Portanto, toda atividade que leva ao autoconhecimento será importante nessa fase, para que o adolescente consiga assumir sua vida adulta com mais autoconfiança e consciência de seus potenciais transformadores.
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Sobre o relacionamento entre pais e filhos e como compartilhar o tatame pode contribuir para o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes

GB Santa Rosa: Sempre temos uma satisfação muito grande quando vemos pais e filhos treinando juntos. Quais benefícios pode ter a relação entre pais e filhos quando eles dividem o tatame?

Dra Sandra Sasaki: Uma das questões mais importantes no trabalho com crianças e adolescentes em minha clínica é a dinâmica familiar saudável. Atualmente as famílias vivem uma fase difícil. Os pais trabalham até tarde, fazem pós graduação e cursos à noite e nos finais de semana, a família toda fica conectada a aparelhos eletrônicos o dia todo, e a falta de comunicação é gritante. Muitas vezes a vida familiar vai se desconectando afetivamente.

Creio que a interação entre pais e filhos nas aulas de arte marcial pode ajudar nessa reconexão. Olhos nos olhos, contato físico, reestabelecer princípios, valores éticos, e admiração mútua fazem as relações familiares se fortalecerem ainda mais.

Nós da GB Santa Rosa, em Niterói, agradecemos a colaboração da Dra Sandra Sasaki que contribuiu para que pudéssemos melhor compreender o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.

Sandra Midori Kuwahara Sasaki

CRP 06/75104

Psicóloga clínica, graduada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialização em Saúde Mental e Qualidade de Vida pela Unifesp-EPM, mestrado em Ciências pela Unifesp-EPM com ênfase em humanização dos cuidados na área da saúde.

11 98395-2917

www.psicoterapiajunguiana.com.br

Publicado em 7 de fevereiro de 2019 por